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A Umbanda é uma religião brasileira centenária que cultua os Orixás (divindades), os quais influem diretamente nos mensageiros espirituais, que são as entidades incorporadas pelos médiuns para que os trabalhos sejam realizados.
Nos terreiros de Umbanda são desenvolvidos diversos trabalhos para o amparo às milhares de pessoas que buscam um conforto espiritual para as mais diversas situações que vivenciam no dia-a-dia.

 

É uma religião sincrética que absorveu conceitos, posturas e preceitos cristãos, indígenas e africanos, sendo bem visíveis na prática da religião.

 

A mediunidade de incorporação é um de seus pilares, servindo para o desenvolvimento dos médiuns e aconselhamento dos consulentes. Os consulentes (ou assistência) são as pessoas comuns (somos todos nós) que buscam orientação espiritual para suas vidas. A mediunidade independe da crença religiosa das pessoas, mas encontrou na Umbanda terra fértil para se manifestar livremente. Hoje, quando se pergunta o que é Umbanda, a incorporação mediúnica é uma das primeiras características lembradas.

 

A Umbanda, por ser sincrética, não alimenta em seu seio segregacionismo religioso de nenhuma espécie. Os umbandistas consideram as outras religiões como legítimas representantes de Deus. Todas são ótimas vias evolutivas criadas por Ele para acelerarem a evolução da humanidade.

 

A Umbanda prega a existência de um Deus único e tem nessa sua crença o seu maior fundamento religioso, ao qual não dispensa em nenhum momento nos seus cultos religiosos. Mesmo que reverencie divindades, espíritos da natureza e os espíritos ascencionados, não os dissocia D’Ele, o nosso Pai Maior e nosso Divino Criador.

A religião prega que as divindades de Deus, chamados de Orixás, são seres dotados de poderes superiores aos dos espíritos e tem nesse conceito um dos seus fundamentos religiosos. A definição sobre o que é Umbanda também passa muito por esta característica!

 

Essas divindades são reverenciadas através de cultos, orações e também na prática de oferendas.

Os Guias Espirituais são os espíritos ascencionados. Eles nos sugerem bons pensamentos, palavras e atitudes, buscando amparar e aconselhar. São movidos pelo ideal de ajudar e se manifestam em diversas Linhas de Trabalho, com seu modo de falar característico, seu gestual e ritualístico. Podem ou não terem tido uma existência terrestre.

 

Qual sua origem?

 

Tudo começou em 1908, quando Zélio Fernandino de Moraes, aos 17 anos de idade, sofria já há algum tempo “ataques” que levavam a cúpula da medicina e da igreja a crerem que o jovem estava endemoninhado, pois às vezes assumia a postura de um velho, falando coisas aparentemente desconexas e em outras ocasiões assumia a forma física de um felino que parecia conhecer todos os segredos das plantas e dos animais. Mas nem mesmo as sessões de exorcismo realizadas por sacerdotes católicos conseguiram dar à família Moraes o tão desejado sossego, uma vez que as manifestações prosseguiam, apesar de todos os esforços.

Em 15 de novembro daquele ano, Zélio foi levado por seu pai à recém-fundada Federação Espírita de Niterói e, sendo conduzido à mesa pelo presidente da Casa, tomado por uma força estranha e alheia à sua vontade, o jovem Zélio levantou-se e disse: “Aqui está faltando uma flor”. Ele então saiu da sala em direção ao jardim e voltou com uma flor, a qual colocou no centro da mesa.
Foi nesse dia que ocorreu a primeira manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas, incorporado em Zélio de Moraes:

 

“Amanhã, na casa onde o meu aparelho mora, haverá uma mesa posta a toda e qualquer entidade que queira se manifestar, independentemente daquilo que haja sido em vida, todos serão ouvidos e nós aprenderemos com aqueles espíritos que souberem mais e ensinaremos aqueles que souberem menos e a nenhum viraremos as costas nem diremos não, pois esta é a vontade do Pai.” (…)

 

No dia seguinte, na rua Floriano Peixoto, nº 30, em Neves, município de São Gonçalo, estado do Rio De Janeiro, o Caboclo baixou.
Logo após a incorporação, o Caboclo foi atender um paralítico, curando-o imediatamente. Várias pessoas doentes ou perturbadas tomaram passes e algumas se disseram curadas. O diálogo do Caboclo das Sete Encruzilhadas, como passou a ser chamado, havia provocado muita especulação e alguns médiuns que haviam sido banidos das mesas kardecistas, por haverem incorporados Caboclos, Crianças ou Pretos-Velhos, solidarizaram-se com aquele garoto que parecia não estar compreendendo o que lhe acontecia e que de repente se via como líder de um grupo religioso. (…)

No final dessa reunião, o Caboclo ditou certas normas para a sequência dos trabalhos, inclusive atendimento absolutamente gratuito, uso de roupas brancas simples, sem o uso de atabaques, nem palmas ritmadas, sendo os cânticos baixos e harmoniosos. A esse novo tipo de culto que se estruturava nessa noite, ele denominou de Umbanda, que seria a "manifestação do espírito para a caridade. ”

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