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Quaresma, cuidado! #SQN

“QUARESMA, CUIDADO! #SQN”Texto de Rodrigo Queiroz. Extraído do JUS de Março de 2017. http://jornaldeumbandasagrada.com.br/ASSUNTO DE GRANDE provocação, que mantém uma cisão de opiniões e por isso se faz     necessária a reflexão.

Ano após ano, a Quaresma sempre é assunto entre umbandistas que se dividem em opiniões do tipo ‘pode ou não pode o terreiro manter as atividades espirituais?’ Alguns grupos ainda consideram que pode em casos de emergência. Penso então: ‘o que é um caso de emergência?’ Como mensurar isso?  É curioso que mesmo os mais maleáveis, na prática, ficam receosos.
É certo que algo acontece neste período, fruto de uma egrégora atmosférica que se cria em torno do preceito católico.
A Umbanda é fortemente influenciada pelo Catolicismo e acontecem duas situações por herança cultural nos dias de hoje.
Uma é que pela simples influência litúrgica de terreiros que adotam pontualmente preceitos da Igreja, incorporam o recolhimento das atividades neste período. Outra é que quando a religião ainda era perseguida e mesclava-se os cultos era necessário seguir tal preceito para não chamar atenção – isso foi mais predominante nos Candomblés para ser mais exato.
O ponto nevrálgico da discussão – que fique claro, respeito todas as particularidades da nossa plural religião – é se tem ou não fundamento tal preceito. Como dito acima é mera influência, mas é curioso o discurso que justifica a adesão que muitas vezes é pura fantasia mítica, e outras é uma suspensão de responsabilidade. Exemplo: ‘Os kiumbas (eguns) ficam soltos’.
Oras, sendo assim se faz mais necessário o trabalho espiritual acontecer para garantir as defesas e a harmonia espiritual da comunidade religiosa. Mas tem algo ainda mais amedrontador:
‘Os Guias de luz ficam recolhidos também!’
Isso não é verdade… Ocorre que todo argumento tenta apenas validar a adesão ao preceito que não é da religião de Umbanda.
Sabemos que os praticantes de magia negativa usam este período para intensificarem suas atividades nefastas e perversas, corroborando com o consciente coletivo e de certa forma alimentando uma atmosfera mais densa nesta realidade vibratória.
Portanto, observando tal movimentação, o mais natural na Umbanda é que se intensifique as atividades da casa, estimulando e mantendo a vigília espiritual e comportamental
de sua comunidade. A Umbanda é uma religião mediúnica, que tem grande atividade mágico-religiosa sua principal atuação no combate às trevas; recolher-se diante o enfrentamento não é da natureza da Umbanda.
Acima de tudo, nada deve ser temido ao umbandista; um filho de Umbanda não deve temer espíritos vagantes ou magias negativas ou qualquer discurso amedrontador, pois além de ser típico de uma infantilidade espiritual indica também grande desconhecimento.
Os Orixás, os Guias espirituais e a mediunidade não têm nenhuma relação com a Quaresma e, para confirmar isso, basta se permitir, é simples assim.
Eu vim de uma Umbanda do medo, onde a Quaresma é um terror! Lembro-me que passava os dias quase enclausurado, tinha medo de sair e “pá” pegar um obsessor. Com o tempo descobri que só me pega aquilo que permito, que minha segurança é minha fé e meu
comportamento, que minha força é meu coração e que para espiritualidade nossos dogmas terrenos são só nossos dogmas. Então rompi com isso e pasmem! Continuo vivo e sem nenhum obsessor.
O estudo é o caminho para a saúde mental e espiritual de um umbandista. Experimente estudar e sair da margem dos achismos e das fantasias passadas boca a boca entitulados como tradição.
Folclore, Lendas e Mitologia também são um processo de tradição…
“A tradição de se fechar os Templos
de Umbanda quando não havia
liberdade de crença não tem razão
de ser no mundo atual. Muito ao
contrário, é nessa época que NÃO
DEVEMOS PARAR; é nessa época em
que a Quimbanda maligna trabalha
à vontade, que o Templo deve estar
preparado para que, com o auxílio
das entidades de Luz, denunciar
qualquer trabalho negativo que tenha sido feito para
atrapalhar seus filhos de fé ou freqüentadores.”
– Pai Ronaldo Linares

Por Michael

Sacerdote Umbandista, dirigente da Tenda de Umbanda Xangô 7 Raios.

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